Terça: CMC vota projetos da Prefeitura de Curitiba em urgência

Terça: CMC vota projetos da Prefeitura de Curitiba em urgência

Quatro mensagens do Executivo em regime de urgência entram na pauta do Plenário da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), na sessão da próxima terça-feira (25), para a votação em primeiro turno. Dois dos projetos de lei propõem alterações nos conselhos municipais de Política Étnico-Racial (Comper) e dos Direitos da Mulher (CMDM). Os outros dois projetos tratam da aquisição de áreas da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT) para regularizações fundiárias e da doação de um terreno ao Governo do Paraná para a construção de um quartel do Corpo de Bombeiros.

Os requerimentos de urgência de iniciativa do Legislativo foram acatados na sessão da última segunda-feira (17). Com o rito diferenciado de tramitação, as propostas são submetidas à ordem do dia respeitando o prazo de três dias úteis, independentemente da manifestação das comissões permanentes da Câmara de Curitiba. Além disso, os projetos em regime de urgência abrem as votações, “trancando” a pauta do Plenário.

A primeira mensagem a ser votada, na manhã da próxima terça, é a que pretende ajustar a lei municipal 16.101/2022, responsável pela estruturação do Comper. “A alteração é oportuna e necessária, especialmente diante da proximidade da eleição da nova gestão do Conselho, de modo que o processo eleitoral já se realize em conformidade com a composição atualizada e ampliada”, cita a justificativa da proposição (005.00716.2025).

A principal mudança administrativa é a vinculação da Comper à Secretaria Municipal da Mulher e Igualdade Étnico-Racial (Smir), ao invés da Secretaria do Governo Municipal (SGM). O projeto de lei pretende ampliar de 22 para 28 o número de membros titulares e suplentes do Comper, mantendo a paridade entre representantes do poder público e da sociedade civil. A iniciativa ainda visa alterar representações sociais e do Executivo dentro do conselho (saiba mais).

A reestruturação do CMDM levantou o maior debate durante a votação dos regimes de urgência, com críticas da Oposição. Com a justificativa de garantir paridade e criar uma base legal para o Fundo Municipal dos Direitos da Mulher, a proposta é alterar a lei municipal 14.362/2013 e reduzir o número de integrantes do conselho. O texto ainda revoga integralmente a lei 14.491/2014, com o argumento de adequar o CMDM à Smir (005.00717.2025).

O colegiado passaria a contar com 22 integrantes titulares e suplentes, assegurando igualdade na distribuição entre representantes do poder público e da Sociedade Civil Organizada. Hoje, a lei prevê 40 membros. O projeto de lei redefine o CMDM como órgão colegiado de natureza consultiva, ao invés de deliberativa, integrante da estrutura administrativa da Smir, substituindo a antiga Secretaria Extraordinária da Mulher, de caráter temporário (leia mais).

Na terceira votação da próxima terça, o Executivo requer o aval dos vereadores para comprar dois terrenos da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT), localizados nos núcleos Atenas II e Parolin Fanini, e viabilizar regularizações fundiárias. As áreas, conforme parecer da Comissão de Avaliação de Imóveis (CAI), somam quase 4,7 mil metros quadrados e receberam os valores de R$ 707 mil e R$ 2,665 milhões, respectivamente (005.00751.2025).

Segundo a justificativa da mensagem, a operação imobiliária atende ao interesse público ao permitir que o Município avance nos processos de regularização fundiária, garantindo segurança jurídica às famílias e abrindo caminho para futuras intervenções urbanas. O Conselho Gestor do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social (FMHIS) aprovou a destinação de recursos para essa finalidade, em 2025.

O último projeto de lei em regime de urgência trata de operação imobiliária com o Governo do Paraná. O pedido do Executivo, neste caso, é que os vereadores autorizem a doação de um terreno de 3.041,15 m², localizado na rua Angelo Tozimno, no bairro Campo de Santana, para a construção de um quartel do Corpo de Bombeiros. A CAI avaliou a área em R$ 1,663 milhão.

A proposta atende a pedido formal do Corpo de Bombeiros do Paraná, que justificou a necessidade de ampliar a capacidade de resposta às ocorrências no Campo de Santana, Caximba e Tatuquara, bairros que registraram crescimento populacional nos últimos anos. De acordo com a justificativa do projeto, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e as secretarias municipais do Meio Ambiente (SMMA) e da Educação (SME) foram consultadas e não apresentaram impedimentos à doação (005.00752.2025).

LOA 2026: prazo para emendas parlamentares começa na terça

Com o valor recorde de R$ 15,4 bilhões, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026 entra na fase final de discussão na Câmara de Curitiba antes da votação pelo Plenário. A sessão da próxima terça-feira é a primeira de três consecutivas em que a mensagem constará na ordem do dia para receber emendas dos vereadores (013.00011.2025).

Cada gabinete terá uma cota para aportar emendas à LOA 2026, que podem ser coletivas e individuais. As proposições, em seguida, precisam ser admitidas pela Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização para seguirem para a deliberação em Plenário junto ao texto-base do projeto de lei orçamentária – prevista para as sessões dos dias 3 e 4 de dezembro.

Além disso, será aberto, na próxima terça, o prazo de três sessões consecutivas para que os vereadores indiquem eventuais emendas com ajustes à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, estabelecida pela lei municipal 16.547/2025. O rito é necessário para compatibilizar as metas da LDO com as ações previstas na LOA (013.00009.2025).

Confira as ordens do dia de segunda, de terça e de quarta-feira. As sessões plenárias são realizadas de segunda a quarta-feira, a partir das 9h, e são transmitidas pelo YouTube da Câmara de Curitiba.

*Notícia revisada pelo estudante de Letras Gabriel Kummer
Supervisão do estágio: Ricardo Marques

By Câmara Municipal de Curitiba